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quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Oscilações
Nunca fui boa em questões que envolvem a singularidade do dizer. Aliás, nunca fui singular em nada, nem mesmo nas cidades que escolhi pra viver. Passo mais tempo oscilando entre uma e outra do que em uma especificamente. E durante esse tempo, assumo uma postura um tanto quanto flanêur que sente a necessidade de estar sempre fora absorvendo a identidade das ruas. As crenças, humores, posições e (dis)sabores atravessam a cidade e pairam diante de mim. Um pouco da doce e tranquila terra natal e um pouco da nova terra. Vivo assim! Cercada entre fronteiras que não representam o fim,e sim o começo de algo que está por vir.
(Tr)Ilhas
Faz parte do dia-a-dia de todos que moram aqui perambular pela Florianópolis urbana, cinzenta. Cinzenta do asfalto e da fumaça dos veículos congestionados numa “geral” por aí. Então, por quê não se aventurar, vez ou outra, por caminhos onde o cinza dá lugar ao verde? Aquele verde que vemos nos morros que permeiam a vista da cidade, que parecem tão distantes da nossa realidade “concreta”. Caminhos verdes que não te levam a lugar específico algum, apenas trilham entre as árvores para chegar a um lugar com mais árvores.
Conhecer essa Florianópolis verdejante servirá de alívio para essa realidade constituída por um crescente amontoado de prédios. Então, aproveite com moderação, mas não demore; pois é por tempo (i)limitado.
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